sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Origem e Função da escola?

Realizar atividades voltadas ao ensino e aprendizagens na sala de aula requer reflexões que vão além da apropriação dos conteúdos específicos das  áreas de conhecimento/ matéria.
Vamos fazer uma analise crítica dos dois vídeos abaixo, relacionar com nossas observações, vivências e experiências na escola e socializar nossas analises para uma diálogo compartilhado.

Entender um pouco a origem da escola nos ajuda a 
pensar na atualidade
 a função da escola na atualidade.

22 comentários:

  1. ANÁLISE CRÍTICA
    Apesar da escola ter sido criada há vários anos, vemos através do estágio que em alguns momentos em sala de aula são bem parecidos com o contexto da escola no século XVIII. Os alunos do século XXI praticamente não questionam nada, simplesmente tomam como verdade aquilo que o professor está expondo e se quer fazem alguma reflexão. Por alguns momentos, os alunos parecem ser súditos dos professores, pois estão sempre repetindo aquilo que o professor faz, até uma simples resolução de um exercício, os alunos copiam a resposta do professor, mesmo que a deles também esteja correta. A capacidade de construção de conhecimentos e resolução de exercícios por parte dos discentes está limitada. Embora, estejamos no século XXI, o processo de ensino-aprendizagem ainda é algo mecânico.
    Para o estado não é interessante formar pessoas com alto grau de questionamento e reflexão. Para o estado é interessante formar pessoas para o trabalho, ou seja, deve se ensinar para uma carreira profissional e não para a formação intelectual do indivíduo.
    Achei bem interessante o momento em que Viviane Mosé, afirma que vivemos um grande desenvolvimento tecnológico, mas por outro lado, estamos vivendo também uma proporcional imaturidade política e social.
    Outro ponto bem relevante da fala de Viviane Mosé é quando ela fala que a escola nos anos 50 era bem reflexiva, porém era para poucos, pois aqueles que tinham acesso a escola, estavam sendo preparados para serem lideranças. Dessa forma, vemos os dois lados da moeda. Para o estado,a escola reflexiva só é interessante na formação de lideranças, mas para a grande maioria, a escola deve ser voltada para a construção de funcionários que simplesmente devem repetir aquilo que a liderança estará ordenando. E a escola só expandiu sua demanda quando as indústrias necessitavam de mão de obra qualificada, ou seja, a população só teve acesso a escola quando os empresários, donos das indústrias, precisavam de pessoas para produzirem capital para eles.
    Já tem muitos anos da revolução industrial, porém a escola ainda continua com sérios problemas advindos dessa revolução, pois a escola “para todos”, apenas visava à formação de mão de obra qualificada. Sendo assim, a escola não fazia os alunos questionarem e nem fazia com que os alunos fizessem uma análise crítica dos fatos. Além disso, havia um grande favorecimento a repetição. Isso tudo, existe até os dias atuais em grande parte das nossas escolas. Infelizmente, as nossas escolas ainda não superaram esses problemas e cabe a nós, futuros professores, cientes dessa problemática, darmos uma contribuição para o início da solução.

    Por HALYSON RODRIGO TAVARES NUNES.

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  2. Paulo Freire inseriu no Brasil um modelo de educação que veio a descreve-la com educação libertadora. Ele visava “libertar” os alunos da educação tradicional que ao seu ver era uma educação bancaria. O aluno era visto como um banco e lar eram depositados os conhecimentos, os valores e as tradições. Ou seja, todas essas questões que o passado havia legado a sociedade. O senhor Freire critica isso, dizendo que esse método alienava o aluno e que este devia se tornar um ser pensante, logo deveria ser anulada a tradição e novos conceitos deveriam ser inseridos na mente do discentes. Ele via a educação Tradicional como algo burguês que oprimia os alunos. A sua obra mais famosa é o livro “pedagogia do oprimido”, o aluno seria o oprimido e o professor o opressor, inclusive ele chama isso de contradição entre professor e aluno, ou seja, uma luta de classes, mas se paramos para pensar nunca houve luta de classes dentro da escola. O professor não procurava oprimir o aluno, ele procurava instrui-lo. Convenhamos que antes de Paulo Freire a educação brasileira tinha uma qualidade muito melhor do que pós Freire com sua educação “libertadora”.
    Partindo de uma análise cuidadosa, logo percebe-se o caráter revolucionário da pedagogia do oprimido. Paulo Freire não pode ser visto como um pedagogo, alguém preocupado com a preparação do aluno para a vida. O que ele quis foi derrubar o sistema educacional tradicional que era burguês e que deve ser burguês como já era no Brasil. Por que esse modelo tem uma serie de valores que são benéficos para a formação da personalidade do cidadão.
    Essa educação “libertadora” tirou toda a autoridade do professor e conferiu ao aluno liberdades que ele não tem. Os alunos brasileiros se tornaram analfabetos funcionais em massa e o Brasil figura hoje entres as piores educações do mundo. Isso por que foi inserida na escola a luta de classes, Paulo freire a defendia dizendo que os alunos deveriam derrubar a tradição da escola tradicional, bem como minar o professor tradicional. Esses dados já são suficientes para fechar o ministério da educação e mandar prender esses criminosos e vigaristas. O que se faz com a educação no Brasil é um crime. As nossas crianças estão entre as mais inteligentes do mundo, mas passados doze anos dentro da escola saem completamente idiotizadas pois não foram educadas de verdade, foram manipuladas. Esse fato é verídico e não a como contradizêlo, para comprovar basta analisa a situação educacional do país. Essas técnicas de manipulação estão bem descritas no livro “Maquiavel Pedagogo” de Pascal Bernardin, neste também é evidenciado o plano de educação da nova ordem mundial. Criação de cidadãos subservientes. O autor pesquisou os métodos de indução de comportamento que estão sendo usados em praticamente todos os países do mundo, por orientação da ONU, para criar modificações de atitude.

    Ronald Hill

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    1. Seus equívocos neste post são imensos Ronald. Retome a discussào sobre as abordagens libertarias e situe na Teoria Crítica para evitar defender uma educação burguesa, a qual excluiria inclusive você, ou você se considera um burguês discípulo de Maquiavel? Seus argumentos são tão equivocados e sem fundamentação que precisam de muitas leituras e vivencias para que de forma reflexiva consiga avançar no processo doutrinador que está inserido.
      Observação importante Maquiavel na sua biografia desconheço o titulo de Pedagogo, mas reconheço de político estadista que não só escreveu o Príncipe como também a Arte da Guerra.

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    2. A saber como podemos defender esse modelo educacional vigente, baseado em Paulo Freire, sócio construtivismo, pensamentos e teorias de Antonio Gramsci, pois esses nos deixam em últimos lugares nos testes internacionais? Que sistema educacional tão excelso é esse que em vez de educar, faz é nos emburrecer. As nossas crianças, como já mencionei nos comentários anteriores estão entre as mais inteligentes do mundo, mas passados doze anos dentro dessa escola "libertadora" saem completamente idiotizadas e educadas dentro de uma logica esquerdista. Não sou um burguês, mais quando falo a respeito de educação burguesa exalto que ela preza por uma série de valores e fundamentos que são necessários para que a sociedade se sustente. Pode-se negar isso?

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    3. Equívocos? Bem, quando a senhora diz equívocos talvez não entendeu o texto na integra. Essa educação que é dada nas escolas hoje é um crime. Os dados a respeito da situação educacional no país são mais que suficientes para fechar o ministério da educação e manda prender essa coja de vigarisa e vagabundos, pois, esses não visão educar ninguém, o propósito é inculacar na cabeça das pessoas a ideologia de esquerda, o socialismo, comunismo. Eu acredito piamente que é perfeitamente possível em uma escola que visa a educação Verdadeira, que prepara o aluno para o futuro, uma escola que tenha respeito e ordem, que ensine verdadaramente e não essa faça que ai está. Eu acredito que isso pode perfeitamente existe " educação verdadeira", basta quebrar esse sistema podre que está no poder. Contra a verdade não a argumentos, somente a verdade!

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  7. A cultura burguesa preza por uma série de valores de fundamentos que são necessários para que a sociedade se sustente. Paulo Freire quis derrubar isso e infelizmente conseguiu. O seu pensamento está impregnado nas universidades brasileiras e os professores universitários formam outros de nível fundamental e de ensino médio segundo essa mentalidade. É por isso que a escola brasileira é tão ruim, por que se quer politizar o aluno dentro de uma visão esquerdista que procura criar uma cultura anti-burguesa na mente dos alunos e com isso eles acabam se tornando seres burros, por que relegam a tradição. Nenhuma sociedade consegue se desenvolver se ela não presta o mínimo de atenção na tradição, nas coisas que deram certo, nos conhecimentos que são essências para que as pessoas se aculturem. A alta cultura é constituída dos clássicos da filosofia, literatura e música... isso o ser humano precisa compreender para se
    Tornar minimamente aculturado. Quando o indivíduo não presta atenção e não se direciona, mas segundo alguns parâmetros da alta cultura, torna-se vazio e passa a ser instruindo apenas pelas novidades culturais. Essas são o contrário dos clássicos que passaram pelo “brio” do tempo e enceraram em si os valores universais da humanidade. Já o modismo do momento, os modismos cultuais não passam de passa tempos banais que não agregam nada aos seres humanos. É isso que a educação brasileira virou graças ao Paulo Freire, a seus adeptos e seguidores. Um grupo de pessoas de esquerda que lutou pela destruição da educação tradicional e da alta cultura no Brasil para que os jovens fossem imbecilizados e idiotizados para que se tornassem esquerdistas desde os primeiros anos na escola. Então é um método que visa doutrinar os alunos e não os instruí para a vida.
    O aluno tradicional não era um banco onde se depositava os valores tradicionais apenas, ele era um ser pensante, deveras muito mais pensante do que estes dos dias atuais que figuram entre os piores alunos do mundo. O Brasil tem uma das piores educações do mundo por que é uma educação ideológica e não uma que preza pelo conhecimento e a formação cultural e intelectual dos discentes. Se queremos mudar essa realidade educacional temos que nos voltar para uma educação mais tradicional, onde o aluno vai para escola estudar, para aprender e respeitar os professores. Somente assim formara-se uma sólida mente capaz de julgar e analisar a realidade com coesão e não essas mentes bitoladas de hoje em dia segundo a ideologia esquerdista, mentes essas que não se capacitam mais a compreender a realidade, pelo contrário negam e renegam a realidade verdadeira. Basta darmos uma olhada nos livros didáticos do MEC que vemos muito bem isso, o quão é grande a negação da realidade o quão é grande a tentativa de reescrever uma realidade ilusória que não existe, segundo a ideologia esquerdista. Precisamos realmente combater o pensamento de Paulo Freire, pois graças a esse “pedagogo” a educação brasileira virou um lixo.

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    1. Ronald acredito que seria importante você construir uma linha do tempo situando o período das obras do autor criticado por você, ao qual tem atribuído todas as problemáticas da educação brasileira.

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  8. Nunca existiu uma contradição entre professor e aluno, nuca existiu luta de classes, foi o senhor Freire com suas ideias que doutrinou os novos professores para que eles destruíssem a educação tradicional. O que existia em outro tempo era respeito para com os professores e isso não é contradição, não é opressão, não é luta de classes, isso é dignidade, respeito, amor ao próximo e consideração pelos outros em primeiro lugar, algo que a ideologia esquerdista visa destruir para que a sociedade perca suas referências e para que as pessoas possam ser dominadas por um governo corrupto e impostor como são os governos de esquerda. Estes querem apenas explorar a população, dominá-la e emburrecê-la, pois através do emburrecimento das pessoas é muito fácil domina-las e Paulo Freire atuou nesse sentido no Brasil, trabalhou pesado e ajudou imensamente os nossos discentes a tornarem-se analfabetos funcionais. É por isso que a nossa educação figura hoje entre as piores do mundo. “Não a ninguém mais doutrinado que o próprio doutrinador”.
    Não estou exagerando em nada. É exatamente assim, por blocos e engramas consolidados, que uma juventude estupidificada lê e pensa. Essa gente nem precisa do socialismo: já vive nele, já se deixou reduzir à escravidão mental mais abjeta, já reage com horror e asco ante a mais leve tentativa de reconduzi-la à razão, repelindo-a como a uma ameaça de estupro. Tal é a obra educacional daqueles que, trinta anos atrás, posavam como a encarnação das luzes ante o obscurantismo cujo monopólio atribuíam ao governo militar.
    Milhares de seitas pseudomísticas, armadas de técnicas de programação neurolinguística e lavagem cerebral, não obtiveram esse resultado. Ele foi obra de educadores pagos pelo Ministério da Educação, imbuídos da convicção sublime de serem libertadores e civilizadores. O mal que isso fez ao país já é irreparável. Supondo-se que todos esses adestradores de papagaios
    fossem demitidos hoje mesmo, e se inaugurasse um programa nacional de resgate das inteligências, trinta ou quarenta anos se passariam antes que uma média razoável de compreensão verbal pudesse ser restaurada. Duas gerações ficariam pelo caminho, intelectualmente inutilizadas para todo o sempre.
    Atenciosamente
    Ronald Hill. AFM

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  11. ANÁLISE CRÍTICA DO VÍDEO "O QUE A ESCOLA DEVE APRENDER ANTES DE ENSINAR?
    A escola que temos hoje ainda traz várias heranças dos antigos modelos de educação. Logo que a Instituição escola se instalou, ela era elitista, valorizava o pensamento e não era para o acesso de todos. Isso fazer gerar um sentimento de superioridade intelectual em detrimento que a grande maioria da população não tinha esse direito de frequentá-la.
    Com o engrandecimento da indústria, a escola tomou para si a necessidade de gerar mão de obra para o trabalho. Para isso era preciso que todos tivessem acesso ao letramento. Para isso o ensino para a se configurar como uma linha de produção, na fragmentação do conhecimento, em que para educar é necessário dividir e aprender um “pedaço” por vez, o ensino fragmenta-se em séries e disciplinas, o saber é segmentado.
    Com a implantação do regime militarista, e necessidade de controle e implantação da ordem nacional, a escola toma para si as características de um reformatório. Traz como essências a passividade, a disciplina, ausência de questionamentos e criticidade, repetição e não criação de conteúdo.
    A herança adquirida nesses modelos estão presentes até hoje no nosso convívio escolar. Tratamos currículo como grade curricular, separamos o conhecimento em séries e disciplinas, somos avaliados tendo que provar que aprendemos o que foi repassado, repetimos vários exercícios, e o que somos capazes de criar? Talvez, muito pouco. A escola nos valorizar o que já vem pronto. O professor acredita que para ensinar é necessário somente ter conhecimento daquilo que irá repassar na sua matéria. Mas e os problemas do mundo?
    Como podemos administrar problemas globais, sejam locais ou planetário, se fomos acostumados a tratar as coisas por partes. Juntar essas partes surge como um novo problema, pois para solucionar é necessário pesar, mas pensar é algo que não foi bastante estimulado, pois a passividade acaba comprometendo o senso crítico, a identidade do ser em sua unidade. Como cada um deve agir se não tenho conhecimento de mim mesmo, já que isso não foi tratado na aula?
    Estes questionamentos levantados, como afirma Viviane Mosé, mostra que nossa escola não está preparando para a sociedade e para seus desafios. A escola não está preparando para viver individualmente.
    “Nos odiamos, somos medrosos, somos angustiados, temos medo de sofrer, odiamos obstáculo, odiamos pensar. Nós gostamos do que vem pronto, que vem mastigado. Perdemos a noção de solidão.“
    Outro elemento a destacar é o Professor. Qual é sua missão na escola, somente repassar conteúdos da grade curricular? Na educação de hoje o poder hierárquico, ainda presente, atrapalha a relação de conhecimento, estimula o abismo existente entre professor e aluno. Com as mudanças tecnológicas os conhecimentos mudam todos os dias. O professor não tem mais como saber mais do que o aluno o tempo inteiro.
    Temos que parar de ser professor e sermos EDUCADORES. O professor não é aquele que sabe de tudo, mas que tem interesse por tudo. Esse é o EDUCADOR.
    “O que a escola deve aprender antes de ensinar? ”. Após essa reflexão posso concluir que a Escola dever APRENDER o que é a Escola. Escola é o local onde aprendemos, somos preparados para vida, onde convivemos com pessoas diferentes, que essa convivência gera aprendizagem, que o conhecimento não seja dever do professor, mas um direito de todos que a fazem, desde seus alunos até a funcionário que serve o lanche na cantina. Que a nova escola, como afirma Viviane Mosé, utilize o princípio de instabilidade, aprenda a aprender, retome a reflexão e o vazio, construindo o princípio de instabilidade. Todos da escola merecem respeito, o que leva a construir um espaço democrático de convívio ético, que nos tornará um dia cidadãos do mundo, conhecedores de si e de todos a sua volta.

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    1. Precisamos aprender a nós reencontrar como seres humanos, capazes de construir nossa história é coletivamente reorientar nossas ações. Evitar assim o individualismo desenfreado.

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    2. Precisamos aprender a nós reencontrar como seres humanos, capazes de construir nossa história é coletivamente reorientar nossas ações. Evitar assim o individualismo desenfreado.

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  12. Realizando uma conexão entre os dois vídeos apresentados, em termos do surgimento da escola pública, podemos constatar que sua origem nada mais foi do que criar um mecanismo de gerar disciplina e obediência dos súditos perante seus dominadores. Gerar educação, não estava voltada para o engrandecimento pessoal, mas uma forma de dominação e distinção de classes e castas sociais.
    A escola para todos, ou educação para todos, foi a ferramenta utilizada para geração de mão de obra para indústria. A educação passou a ser tratada como uma linha de produção, onde cada parte dessa linha corresponde a uma porção de conhecimento, dividido em níveis de escolaridade e em disciplinas curriculares, muitas das vezes obrigatórias.
    A essência hierárquica de que o professor é o dono do saber e alunos apenas passivos vem das duas origens e da contribuição da militarização da escola.
    Com essas características, a escola pública não estaria preocupada em transformar, melhorar a concepção de ser humano e de mundo dos alunos. Ela apenas repete o ciclo vicioso de repassar conhecimento, avaliar e promover para uma série e nível seguinte, algo bem próximo da esteira da linha de produção. E sem esquecer que são pessoas dominadas por um sistema vigente que decidem como e de que modo devem se ensinar e dar aula. Como diz o vídeo, a educação não é formativa, mas sim administrativa.
    E fazendo a comparação de ambos vídeos com a realidade, notamos que essas essências ainda permanecem vivas nos dias atuais. A escola tornou-se uma instituição distribuidoras de rótulos, separando “o joio do trigo”, não discutindo assuntos sociais necessários e permanecendo como meio de dominação dos detentores do poder.

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    1. Essa base esta na perspectiva tayloista e fordista empregada nas empresas e transposta para a escola.

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  13. • Analise critica dos vídeos “A origem da Escola Pública” e “O que a escola deveria aprender antes de ensinar?”
    Ao assistir esses dois vídeos mesmo sem querer comecei a me imaginar vivendo todas aquelas situações narradas, que de certa forma eu já vivi e continuo a viver mesmo hoje no nível superior, pois a educação é uma instituição que pouco se modificou com o decorrer do tempo. Além disso o vídeo me fez refletir a cerca do que é a escola , do que foi e do para que ela existe, pois muito se fala em educação para a cidadania, para a libertação, porém na pratica na maioria das vezes a escola não faz isso.
    O estágio supervisionado faz o futuro professor ter algumas reflexões a cerca do que é a educação, qual tipo de homem eu quero formar e qual a melhor metodologia para se trabalhar, porém acabamos por não encontrar a resposta para todas essas indagações, quando chegamos no campo de estágio as vezes até queremos modificar, porém não é tão simples como quando você olha de fora da realidade, la na pratica infelizmente é tudo diferente.
    A escola infelizmente hoje não liberta, mas oprime, ela nos ensina seguir rituais, de ir a escola, abrir o livro e fazer a atividade com explicações apenas no quadro, na maioria das vezes sem fazer linques com a realidade, no estágio percebo que o professor procura exemplos para contextualizar o conteúdo, porém o laboratório é apenas a sala de aula, no contexto do vídeo dois percebemos que seria interessante fazer aulas de campo, mas não sei se iria funcionar uma vez que as salas de aulas que temos são muito superlotadas, sem contar que as aulas são meio curtas, uma por dia de 50 minutos ou duas de 50 minutos.
    A escola surgiu com uma visão de querer mudar a sociedade, mais penso que ela sozinha não vai conseguir mudar toda uma realidade, porém se a sociedade se juntar a escola com certeza a sociedade vai ser capaz de mudar a escola, para que assim a escola consiga cumprir seu papel de formar para o mercado de trabalho e para o exercício da cidadania.

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  14. O vídeo A Origem da Escola Pública põe em cheque a educação pública como obrigatória tendo em vista a sua obscura história, pois nos informa que a educação obrigatória na Grécia antiga era direcionada aos escravos para fins estritamente alicerçado na conservação do status quo. E a escola que o sistema brasileiro de educação mais teve influência foi a do modelo prussiano que possuía também a característica conservadora e autoritária ao ponto de origina-se por fim de conter possíveis revoluções semelhantes ao que aconteceram na França (que culminaram na Revolução Francesa de 1789). Nisso podemos repensar a verdadeira razão que a escola brasileira carrega “falhas” históricas que parecem incuráveis e aclarar esses traços que fazem parte de sua estrutura com sobras de seu objetivo político-ideológico. Nisso a filósofa Viviane Mosé repassa questões para se pensar no funcionamento da escola em plena era da informação e tecnologia, no século que marca o apogeu da globalização. A filósofa retrata o cerne da escola que ainda é formar alunos passivos, disciplinados e a permanente supervalorização da memorização ofuscando e até relegando a reflexão. A filósofa ressalta que transformações recorrentes e naturais, a dinamicidade histórica permite isso, mas constata que o sistema educacional brasileiro caminha a passos lentíssimos haja vista a premente necessidade de uma transformação. Alguns desafios que ela perscruta com referência do sociólogo Edgar Morin é que numa escola que usa o saber fragmentado que modifica o modo do aluno (futuro cidadão e trabalhador) ver o mundo que inevitavelmente irá carregar uma sensação de impotência ao reparar com a realidade que por sua vez é embrenhado de problemas transversais, planetários e globais. Não obstante, estamos vivemos numa esfera favorável, pois estamos numa acessibilidade informacional muito abrangente e isso nos impulsionar para uma possível criação de uma nova escola e consequentemente de uma nova realidade. Reaprender a ver, ouvir e sentir urge já que num mar de informações ainda somos frágeis politicamente e intelectualmente. Ela ressaltar novamente por intermédio do Edgar Morin que antes de tudo a própria escola tem que aprender a aprender. O professor deverá estimular os alunos e esse será sua virtude a ser alcançada. Argumenta que também é necessário que o professor seja antes de tudo um educador. A escola e toda sua ramificação deverá se ancorar no princípio de estabilidade que nos mostra que todo saber é provisório e nisso acarreta uma reciclagem a todo instante em direcionamento de uma consolidação e estabilização dos saberes. Infelizmente há ainda uma necessidade para fortalecer a indissociabilidade do conteúdo à realidade da comunida educacional que muitas vezes ainda é suprimida pelo sistema de seriação/fragmentação das “disciplinas” (termo que é ironizado pela filósofa). Há ainda uma barreira a ser transposta para que se estabeleça realmente um ambiente propício para alunos questionadores, críticos e politizados. Construindo um ambiente democrático, que antes mesmo da possibilidade de construir um espaço de transferência de conhecimentos deve-se criar respeito por todos os sujeitos que compõem a instituição, fomentando assim um espaço ético para que somente assim a informação válida seja realmente possível e viável. A escola deverá se relacionar com o entorno, com a realidade do bairro e trazer questão que tragam seu ambiente externo para seu interior. E no final ela remata que a escola não deve ser problema da escola ou ministério/órgãos educacionais e sim corresponsabilidade da sociedade como num todo.

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